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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

ALÔ EDUCADOR ! AGOSTO, TRABALHANDO O FOLCLORE


Cultura popular é a cultura do povo. É o resultado de uma interação contínua entre pessoas de determinadas regiões. Nasceu da adaptação do homem ao ambiente onde vive e abrange inúmeras áreas de conhecimento: crenças, artes, moral, linguagem, idéias, hábitos, tradições, usos e costumes, artesanato, folclore, etc.

Gosto muito de música, artes e história e nosso folclore é muito rico nos dando muitas
possibilidades de criar e recriar na educação em todos os níveis. Passarei algumas sugestões de atividades práticas e lúdicas.
Vejam este jogo rítmico. Acima tem um link com o som


        JOGO RITMICO


REFRÃO:

Fruta de Conde
Caqui  jerimum
Água na fonte
Ipê Urucum

·        Repetir a quadrinha algumas vezes  batendo palmas ( versos 1 e 2) e na perna  (2 e 3)
·        Depois cantar nesta seqüência (repetir 2X)
1.texto e palma
2. só palma
3. silêncio
4. texto palma
·        Depois  elaborar dois versos se apresentando, na apresentação de 4 em 4 irão cantando e volta para o refrão:

Ex: Meu nome é  Valdete
       E eu gosto de chichete

Refrão

Meu nome é Eliana
E eu gosto de banana

Refrão

( continua até que todos os participantes cantem e rimem )



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

LEITURA: ABRACE ESSA IDÉIA: Leitura para a criança

LEITURA PARA  CRIANÇA NÃO É PARA GENTE GRANDE!

A criança antigamente era criada como adulto, educar a criança como criança é recente. E isto se vê na própria literatura. Na história de Chapeuzinho Vermelho original, por exemplo, ela é comida pelo lobo.Quando se passou a ter a criança como foco procurou-se moraliza-la. E isto aconteceu com muitas histórias hoje infantis.A história da D. Baratinha é ideal para trabalhar o sentimento de perda e frustração, já que o ratão escolhe a baratinha e ela morre. Ele sofre esta perda, se revitaliza e começa procurar outras pessoas. Assim podemos utilizar as histórias infantis com várias intenções já que através da  leitura mexemos com a imaginação, emoção e prazer.Existem fases importantes do leitor  de acordo com a sua faixa  etária e é importante conhece-las para a escolha acertada da história a ser contada e/ou livro a ser lido ou indicado.



FASES DO DESENVOLVIMENTO LEITOR

PRÉ-LEITOR
A partir de 4/5 anos

Fase da descoberta do mundo concreto e do mundo da linguagem, estabelecimento de relações entre imagens e palavras. Fase da leitura visual e preferência por livros que propõem vivências radicadas no cotidiano familiar, cenas individualizadas e textos com rimas.

LEITOR INICIANTE
A partir de 6/7 anos

Fase de aprendizagem da leitura. O leitor reconhece a formação das sílabas simples e complexas. Inicia o processo de socialização e de racionalização da realidade, e tem preferência por histórias bem-humoradas, em que a astúcia do fraco vence a prepotência do forte; aventuras no ambiente próximo, histórias de animais, fantasia e problemas infantis.

LEITOR EM PROCESSO
A partir de 8/9 anos

Fase em que o leitor já domina o mecanismo da leitura, acentuando-se o interesse pelo conhecimento das coisas. Inicia a consolidação do processo de alfabetização e tem atração pelos desafios e pelos questionamentos de toda a natureza. Preferência pelos contos fantásticos, contos de fadas, folclore, histórias de humor e animismo.

LEITOR FLUENTE
A partir de 10/11 anos

Fase da consolidação do domínio do mecanismo da leitura. Desenvolvimento da capacidade de abstração aliada ao pensamento formal e reflexivo. Fase da pré-adolescência e interesse pela participação em grupos ou equipes, daí a preferência pelos heróis ou heroínas que lutam por ideais humanitários e justos. O leitor também aprecia aventuras sensacionalistas de detetives e fantasmas, ficção científica, histórias da atualidade e de amor.

LEITOR CRÍTICO
A partir de 12/13 anos

Fase de total domínio da leitura e da linguagem escrita. Desenvolvimento do pensamento crítico e reflexivo. Capacidade de assimilar ideias e reelaborá-las a partir da própria experiência. Preferência por aventuras intelectualizadas, viagens, confl itos psicológicos, crônicas e contos. A partir de 14 anos, o leitor crítico e independente se aproxima cada vez mais da literatura adulta.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

      

CONVERSANDO COM OS PAIS


Educar não é tarefa fácil,se tivesse uma receita seria melhor, como cada ser humano é único,  isso é impossível! Mas com um pouco de conhecimento e muito amor, 

                                                                    tudo é possível!

Quero começar meu bate-papo com vocês falando sobre "adolescentes ", por conviver atualmente, não só como mãe, mas também como educadora, com muito deles.Vou partilhar por alguns dias resumos de capítulos do livro "Adolescentes: Quem ama educa!" do Psicanalista e  Educador Içami Tiba. A leitura deste livro   me ajudou em muito a entendê-los melhor.
Atualizada e ampliada, a versão discute as dificuldades de educar filhos em uma sociedade que tenta aprender a lidar com a força das mídias sociais, com a falta de tempo e com as questões inerentes à adolescência. 

ADOLESCÊNCIA: SEGUNDO PARTO



PARTE 

Uma ordem do cérebro dá a largada. A partir dela, os testículos e os ovários iniciam a produção de hormônios que vão transformar os meninos e meninas em homens e mulheres.Pelo segundo parto, a criança se transforma em púbere e adolescente.

1. O PÚBERE ESTÁ PARA O BEBÊ..

A puberdade marca o fim da infância e o começo da adolescência, assim como o bebê , o fim da gestação e começa da infância.O púbere tem que aprender o que está acontecendo com o seu corpo.Essa percepção e esse entendimento de si mesmo, ele tem que fazer por si próprio.Os pais do bebê têm que fazer tudo por ele pelo amor dadivoso, até ele começar a fazer sozinho o que quer e/ou precisa. É muito importante que a criancinha comece a fazer as coisas conforme a sua capacidade.Quanto mais ela aprender, tanto mais sua auto-estima melhora e mais segura ela se torna. Mais tarde, mesmo tendo condições de comer sozinha, a criança pedirá a mãe que lhe sirva.Essa mãe poderá ser a serviçal do filho adolescente, pois está castrando a possibilidade de ele se arranjar sozinho. O púbere já não quer que seus pais interfiram nas suas descobertas sexuais. O que fazem de melhor é dar-lhe esse tempo e respeitar sua privacidade até que não se comprove que não merece. Caso os pais insistam querendo dar amor dadivoso e o amor que ensina para quem não está, naquele momento querendo recebê-los, estarão sendo inadequados. Correm os pais riscos de serem rechaçados pelo púbere.Esse rechaço funciona como uma espécie de fórceps às avessas para arrancar momentaneamente os pais de sua vida. ( Continua )

CONVERSANDO COM OS PAIS - Adolescência



PARTE II... ASSIM COMO O ADOLESCENTE ESTÁ PARA A CRIANÇA



A infância funciona como uma socialização familiar e  comunitária, em que a criança apreende os valores, sendo alfabetizada e praticando noções de convivência com as pessoas  da família e os conhecidos. Crianças imitam comportamentos dos colegas, da televisão dos próprios pais.Enquanto se ensina à criança comportamentos adequado, os pais têm acesso às origens dos inadequados. A interferência dos pais nestes ambientes pode ajudar todas as crianças. A não tomada de atitudes pode ser vista como negligência. A adolescência é um período de desenvolvimento psicossocial, no qual se afasta da própria família para se adentrar nos grupos sociais. Com amigos enfrenta o mundo, mas quando sozinho pode perder a coragem de abordar um estranho. Em casa frequentemente se indispõe com os pais, mas na rua tolera amigos inconvenientes.É um período de desenvolvimento constante até se atingir a fase de um adulto-jovem. Se na infância a escola é fundamental, na adolescência acrescenta-se a importância da amizade , desenvolvem-se outros tipos de relacionamentos, e o interesse afetivo-sexual cresce muito. Os pais agora têm que adotar um novo posicionamento educativo, precisa é se preparar para a vida futura , fazendo o que sabe , ajudado pelo amor que exige.Por mais que queiram e possam, os pais devem se abster de tomar uma atitude pelo filho adolescente. É preciso que os pais preparem seus filhos internamente, seja por liberdade progressiva, seja por terapia, para que eles aprendam a se proteger sozinhos, a não se exporem tanto aos perigos nem às drogas. Não há como protegê-los fisicamente se eles mesmos ficam buscando o perigo.

(Continua)